Sunday, 29 May 2011

VIRGEM SUTA - Ficou tanto por dizer

Virgem Suta "Linhas Cruzadas"

OqueStrada "Oxalá Te Veja"

Everything is more complicated than you think


"Everything is more complicated than you think. You only see a tenth of what is true. There are a million little strings attached to every choice you make; you can destroy your life every time you choose. But maybe you won't know for twenty years. And you may never ever trace it to its source. And you only get one chance to play it out. Just try and figure out your own divorce. And they say there is no fate, but there is: it's what you create. And even though the world goes on for eons and eons, you are only here for a fraction of a fraction of a second. Most of your time is spent being dead or not yet born. But while alive, you wait in vain, wasting years, for a phone call or a letter or a look from someone or something to make it all right. And it never comes or it seems to but it doesn't really. And so you spend your time in vague regret or vaguer hope that something good will come along. Something to make you feel connected, something to make you feel whole, something to make you feel loved. And the truth is I feel so angry, and the truth is I feel so fucking sad, and the truth is I've felt so fucking hurt for so fucking long and for just as long I've been pretending I'm OK, just to get along, just for, I don't know why, maybe because no one wants to hear about my misery, because they have their own. Well, fuck everybody. Amen."

in Synecdoche, New York byCharlie Kaufman

Tuesday, 17 May 2011

El miedo



Todos me piden que dé saltos,
que tonifique y que futbole,
que corra, que nade y que vuele.
Muy bien.

Todos me aconsejan reposo,
todos me destinan doctores,
mirándome de cierta manera.
Qué pasa?

Todos me aconsejan que viaje,
que entre y que salga, que no viaje,
que me muera y que no me muera.
No importa.

Todos ven las dificultades
de mis vísceras sorprendidas
por radioterribles retratos.
No estoy de acuerdo.

Todos pican mi poesía
con invencibles tenedores
buscando, sin duda, una mosca,
Tengo miedo.

Tengo miedo de todo el mundo,
del agua fría, de la muerte.
Soy como todos los mortales,
inaplazable.

Por eso en estos cortos días
no voy a tomarlos en cuenta,
voy a abrirme y voy a encerrarme
con mi más pérfido enemigo,

Desfolhada Portuguesa

Poema de Ary dos Santos
Cantada por: Simone de Oliveira


Saturday, 14 May 2011

To be a teacher: an easy job?

 
The dinner guests were sitting around the table discussing life.

One man, a CEO, decided to explain the problem with education.  He argued," What's a kid going to learn from someone who decided his best option in life was to become a teacher?"

To stress his point, he said to another guest; "You're a teacher, Bonnie.  Be honest.  What do you make?"

Bonnie, who had a reputation for honesty and frankness replied, "You want to know what I make? (She paused for a  second, then began...)

"Well, I make kids work harder than they ever thought they could.

I make kids sit through 40 minutes of class time when their parents can't make them sit for 5 minutes without an iPod, Game Cube or movie rental.

You want to know what I make? (She paused again and looked at each and every person at the table).
I make kids wonder.

I make them question.

I make them apologize and mean it.

I make them have respect and take responsibility for their actions.

I teach them to write and then I make them write something worthwhile.  Keyboarding isn't everything.

I make them read, read, read.

I make them show all their work in math.  They use their brain, not the man-made calculator.

I make my students from other countries learn everything they need to know about English while preserving their unique cultural identity.

I make my classroom a place where all my students feel safe.

Finally, I make them understand that if they use the gifts they were born with, work hard, and follow their hearts, they can succeed in life.   (Bonnie paused one last time and then continued.)

Then, when people try to judge me by what I make, not knowing that money isn't everything, I can hold my head up high and pay no attention to them because they are ignorant.

You want to  know what I make?  I MAKE A DIFFERENCE.

What do you make, Mr. CEO?

The CEO's jaw dropped, and he went silent.


THIS IS WORTH SENDING TO EVERY TEACHER, EVERY CEO, EXECUTIVE AND EVERY PERSON YOU KNOW.

Even to all your personal teachers like mothers, fathers, brothers, sisters, coaches and your spiritual leaders/teachers.

A truly profound answer!!!

Teaching is ... the profession that makes all other professions possible!

Saturday, 23 April 2011

Somos lo que soñamos ser



Somos lo que soñamos ser
Y ese sueño, no es tanto una meta
Como una energía
Cada día es una crisálida
Cada día alumbra una metamorfosis
Caemos, nos levantamos
Cada día la vida empieza de nuevo
La vida es un acto de resistencia y de reexistencia
Vivimos, revivimos
Pero todos esos tienen la memoria
Somos lo que recordamos
La memoria es nuestro hogar nómada
Como las plantas o las aves emigrantes
Los recuerdos tienen la estrategia de la luz
Van hacia delante
A la manera del remero que se desplaza de espaldas para ver mejor
Hay un dolor parecido al dolor de muelas
A la pérdida física
Y es perder algún recuerdo que queremos
Esas fotos imprescindibles en el álbum de la vida
Por eso hay una clase de melancolía que no atrapa
Sino que nutre la libertad
En esa melancolía como espuma en las olas
Se alzan los sueños.


Autor: Manuel Rivas
Pintura: Van Gogh

La muerte ese accidente es lo de menos




Y al final como bien sabían ellos, la vida era eso y la muerte ponía todo en su sitio. Limpiaba la casa y cerraba la puerta para decir: esto has sido.

Y ante el miedo representamos un papel, a veces a disgusto, otras con la esperanza de recuperar algo q no sabíamos ni a q huele: cómo era cuando empezamos?, ni q nos impulsaba a seguir adelante ni xq. Dónde está lo q nos sujeta a ser felices? q alegría pequeña viene a llenar los minutos de hoy?.

Y nos quedamos esperando a la vida como si la vida fuera otra cosa, sin saber q ese tiempo del futuro no es más q éste; q este tiempo es lo único q tenemos, rebelde a los límites y las barreras, q somos nuestra piel y nuestro rostro con las huellas de los años repetidos. Sin miedo a estrellarse, al error, siempre con subidas y bajadas, con buenos y dulces momentos, inundados de oportunidades, esperanza, descubriendo quien es cada uno en cada paso, dejándose sorprender x lo inesperado, sin dejarse asustar x el cambio, x la imprevisible vida q abre las ventanas como el viento y lo cambia todo, agarrados a lo único q tenemos, los minutos, las horas, los días... el proyecto de vivir, la posibilidad de cambiar y seguir caminando, agarrados a la vida con hambre de más, siempre...

 Y la muerte? La muerte... Ese accidente es lo de menos. 

Gracias al blog http://borregocorazondepollo.blogspot.com/

Tuesday, 29 March 2011

Mia Couto e as gerações à rasca...



Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações. A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor. Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada. Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou. Foi então que os pais ficaram à rasca. Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado. Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais. São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados. Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional. Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere. Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam. Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras. Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração? Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos! Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós). Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros ( como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles. A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?